Análise institucional do Fala Sergipe

Política

Participação no orçamento precisa terminar com uma devolutiva ao território

Audiências ampliam a escuta, mas confiança pública depende de mostrar quais propostas entraram, quais ficaram fora e por quê.

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A elaboração do projeto orçamentário de 2026 incluiu audiências territoriais e virtuais, além de propostas reunidas no processo participativo estadual. O caderno também passou a identificar políticas para mulheres e relações com objetivos de desenvolvimento sustentável.

A abertura para contribuições é positiva, mas enviar uma proposta não equivale a influenciar uma decisão. Sem retorno organizado, participantes não sabem se a demanda foi incorporada, fundida a outra prioridade, considerada inviável ou apenas adiada.

Para o Fala Sergipe, cada ciclo participativo deveria publicar uma matriz de devolutivas por território. A política se fortalece quando a gestão explica seus critérios, inclusive para dizer não, e permite acompanhar no orçamento a proposta que recebeu resposta positiva.

Fonte oficial: Secretaria Especial de Planejamento de Sergipe. Consulta realizada em 9 de agosto de 2026.